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Monthly Archives: maio 2010

Ontem acordei grávido.

Ou melhor, com vontades de uma pessoa grávida. Mais especificamente marshmallow, uma comida mais vista como “a única coisa servida num acampamento americano”. O que aconteceu foi simples: eu sonhei que abri um pacote de marshmallows, peguei um, comi, peguei outro, comi, e outro, comi, e assim por diante. Eu sonhei isso a noite inteira, e mais nada aconteceu.

O mais interessante foi que eu nunca comi marshmallow na minha vida, eu nunca vi um na minha frente, nunca sequer senti o cheiro de um. A coisa mais próxima disso foi comer aqueles marshmallows de bala de goma, que na verdade não são marshmallows.

O que me lembrou de um pacote de salgadinho de marca desconhecida, que comprei numa banca de jornal, que dizia na embalagem “Sabor: Imitação de bacon”. Que diabos seria o gosto de imitação de bacon? Seria um gosto ruim, que não aguentei comer inteiro e dei para meu amigo mais próximo.

Mas foi com marshmallow no pensamento que levantei-me da cama, peguei meu dinheiro e fui me aventurar no mundo afora. Foi no momento que sai de casa, que percebi que eu não sabia onde podia vender marshmallow perto da minha amável vizinhança. Mas a vontade era grande demais e eu sabia que nada podia me deter, então, equipado de um ipod velho de 4gb e fones novos, fui em frente, andando sem rumo, procurando marshmallows.

O problema do fone novo, era ser um daqueles que precisa de borrachinha pra encaixar no ouvido, e a borrachinha soltou, e eu não tinha nenhuma extra na hora, então tive que fazer o que qualquer procurador-de-marshmallow faria, e apertei bem fundo na orelha pro fone ficar la.

Ficar ficou, mas quando fui atender o celular, tive de mudar de orelha, porque só de encostar no ouvido do fone sem borracha já ardia demais. E a dor foi aumentando, até eu chegar num banheiro de bar e passar uma água. Percebi que minha orelha estava vermelha. Bem vermelha.

Decidi que não ia mais usar o fone, até comprar a borrachinha. No final das contas minha orelha ficou vermelha e ardendo o resto do dia, o que não foi nada legal. O mesmo acontece com uma espinha no meu braço, que mais parece um tumor, que eu fui coçar e até agora ta vermelho, inchado e doendo.

Minha procura por marshmallows me deixou num fran’s quase 20min de casa, que servem um marshmallow derretido. O gosto era bom, mas esperava que fosse algo melhor. Ainda assim saciei meus desejos de gordo grávido e segui meu rumo de volta para casa.

Hoje, eu tinha combinado com meu primo de ir na casa dele depois da minha escola, e ia testar minhas habilidades com ônibus mais uma vez, indo da escola a até o ponto final do lado da casa dele sem erros.

Errar é humano, e eu acabei pegando o sentido errado. Sério, eu não gosto de pegar ônibus, vide um post mais antigo chamado “ônibus não são legais”, mas dessa vez eu percebi meu erro, e tendo que gastar mais R$2,65 em moedas, subi no ônibus e cheguei na casa dele, são e salvo.

E foi mal chegar que me bateu a vontade de comer marshmallows, de novo, mas dessa vez eu estava decidido em comer aqueles troços macios, brancos e quadricuconicoarrendodados, e não aquela coisa derretida do Fran’s. Partimos então em uma batalha épica contra as mais tortuosas calçadas, enfrentamos subidas, corremos das descidas, e desviamos de motoristas furiosos e frenéticos, até chegarmos ao shopping.

La, paguei 7 reais em um pacote de marshmallow com embalagem em japonês, só pra descobrir que tinha o mesmo gosto daqueles marshmallows de goma que custam 3 reais do lado de casa. Japoneses malditos, compensando seus pênis com valores absurdos, e foi com 7 reais a menos e um pacote de marshmallow de goma que voltei pra casa, ainda com alguma esperança que este ia ficar bom se eu acedesse uma fogueira no meio de casa, cortasse uns gravetos e botasse os marshmallows para tostar.

O marshmallow derreteu no fogão, e ficou preso nos cantos e na ponta do garfo, e eu queimei a língua com a partezinha que sobreviveu ao fogo. E com isso aprendi a minha lição: marshmallow é a pior merda do mundo, e japoneses são traiçoeiros.

E como eu não postei por um booooooom tempo, venho pedir minhas humildes desculpas para vocês, meus 9 leitores que esperaram na frente de casa em protesto e greve de fome até eu postar de novo. Vão comer, seus pulhas, que o post ta aqui. E se você realmente não tem nada pra fazer, conte quantas vezes a palavra marshmallow foi escrita neste post.

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Fat Albert

Quero ver quem vai entender a imagem de hoje do post.

Para contar essa história, ativaremos nosso troço que volta no tempo e tchanz, voltamos ao passado. Mais precisamente em 2004, o ano internacional do arroz, onde achamos nosso tripulante, ainda inocente, com apenas 10 anos, coçando o saco na frente da cantina do colégio.

Se você, que só sabe como eu sou pelos ótimos desenhos que faço no paint em 2 minutos, não tem idéia do que imaginar para esta cena, irei te ajudar. Naquela época eu usava um cabelo enorme e terrivelmente nojento pela falta de banho. Um óculos estilo aquele desenho antigo, o laboratório de dexter, o matador aparelho de cavalo, que nada mais era do que aquele aparelho que saía pra fora da sua boca, dava uma volta pela tua cabeça e saía pelo teu cérebro, ou alguma coisa assim, baixo e gordo. E quando digo isso, quero dizer 1,50m pra menos, e uns 70 kilos.

Hell yeah, moderfucker, mamãe me achava bonito, e era tudo que importava.

E com essa imagem do inferno na tua mente, só falta imaginar essa coisa enorme e esquisita com uma camiseta do iron maiden e caçando moeda na mochila surrada pra comprar um salgado. Naquela época (como se fosse há muito tempo) os salgados eram grandes, com recheio e custavam R$1,20, diferentes dos de hoje, então era lindo ver aquelas moedinhas brilharem logo de manhã.

Exceto que não era manhã, era tarde. Alias, era fim da tarde. A aula já tinha terminado, e era mais ou menos 6 horas. Da tarde. Eu ainda me lembro que merda era estudar de tarde. Sério, dormir de manhã e a noite e estudar a tarde. Me sentia como um robô com apenas duas funções: dormir e estudar. Podia chamar isso de Hibernato, uma mistura de hibernar com internato. Há, piada retardada e nem estamos na metade do post, a tarde.

E era a tarde que começa nossa história de hoje. Como meus pais eram separados, ficava naquele negócio de uns dias eu passar com meu pai, e toda quarta era dia de ele me pegar na escola, pra ir pro apartamento tosco dele e comer pizza de supermercado ou coisa parecida. Geralmente ele chegava la pelas 6 horas, sendo que minha aula acabava 5 e meia, então eu tinha sempre um tempo de sobra pra fazer absolutamente nada.

E como bom gordo que eu era, perdia meu tempo comendo. Então, munido de um salgado de presunto e queijo em uma mão, um croissant de calabresa com catupiry na outra, ketchup segurado pelo mindinho e 20 e poucas balas no bolso, eu sentei sozinho numa das mesas da cantina e comecei a observar o movimento.

Foram os 10 minutos mais parados da minha vida. Nada aconteceu, ninguém estava la, e a mulher da cantina estava olhando pro nada tão entediada quanto eu, então acabei indo dar uma volta. Passei quase cinco minutos andando, até parar e recuperar o fôlego. Parei em frente a um espelho, e olhei para aquela figura revoltante no espelho, com a calça enorme com uma onda no bolso, que seria as balas, e metade de um croissant. Ketchup na bochecha e camiseta esticada pelas banhas.

E foi nesse momento que resolvi perder peso. E é isso ae. Dietas e academia, e mais ou menos alguns anos para chegarmos hoje, nesse dia lindo, onde pessoas me chamam de raquítico na escola.

E falar sobre minha gordura passada me leva nesta segunda parte do post, pra explicar o que a física tem a ver com gordos. É simples, e envolve o buffet. Pois bem, la estava eu, pensativo, tinha acabado de levar bronca porque uma criança resolveu se atirar na parede, achando que não dava pra piorar, quando entra um senhor obeso de gravata na festa. Puta que pariu, aquele cara fazia o mexicano de 600kg parecer sarado. Dava medo. As pessoas desviavam dele para não serem engolidas pelo mar de banha, e as crianças se seguravam para não pular la e se divertir de montão.

E na sua passagem pelo corredor, ele se aproxima de mim. Fuckitty fuck, eu comecei a suar. O medo, o horror, as tetas maiores do que qualquer mulher da festa. Encolhi-me num canto, pensando positivo. Eu já conseguia sentir o cheiro de pizza de calabresa no ar, quando ele se aproximou, e esbarrou num garçom que passou na hora, com uma bandeja cheia de refrigerante, cerveja e batidas de morango e creme. Tudo caiu em cima de mim. Até o garçom caiu em cima de mim. Senti minha roupa grudar, e o calor do gordo perto de mim, tampando todo ar puro que nossa mamãe natureza nos provém todo dia. O obeso mórbido apenas disse “desculpe” e seguiu seu caminho. Táquepariu, nem pra ajudar.

Fui trocar de roupa, só pra perceber que não tinha mais macacão P, que é o que eu uso. Só tinha G, que foi o que acabei pondo. Acabei amarrando bem, e segurando o macacão pra não cair por boa parte da festa, até chegar a hora da tal dança que eu já falei aqui, que tenho que fazer em toda a festa. Eu finalmente aprendi a dança, mas não conseguia demonstrar isso, com as duas mãos segurando o macacão, que, por desgraça da física continuava a cair. E foi no meio da dança, que tem uma parte que tem que pular e fazer uma fila e mimimi junto com os convidados, que o gordo “esbarrou” em mim, com tanta fragilidade, que me jogou em um monitor que dançava do meu lado, fazendo ele e eu cair em uma criancinha, que começou a chorar.

De cara no chão, me levantei, mas o macacão, que estava desesperado pra cair, acabou caindo. Então, com o gordo rindo, 120 convidados olhando pra minha cueca, uma criança chorando, os monitores sem saber o que fazer e minha chefe olhando feio pra mim de longe. Levantei meu macacão, e sem saber muito bem o que fazer, continuei dançando, sozinho, até perceber que era inútil dançar quando ninguém mais dança, e acabei voltando pra minha posição de monitor no brinquedo pelo resto da noite.

Isso foi a uma semana atrás, e ainda não me ligaram pra trabalhar em festas novas. Acho que fui despedido, e tudo graças a um gordo obeso que não sabe que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. O pior de tudo é não saber se fui realmente despedido, porque aquela porra de emprego é freelancer, então só me resta esperar uma ligação.

E é com esse post sem graça que eu abro minha primeira enquete do blog, só pra testar isso aqui mesmo. Votem, se joguem e dancem o Rebolation. Chamem pessoas pra votar, vote de novo, hackeie o sistema do WordPress e faça uma das respostas ter oito mil, setecentos e setenta e três votos.

Votem sem moderação.

Yeyey

Mais uma semana passou, e antes dela passar, devo-lhes contar o que aconteceu antes da semana passar. Vuash, voltamos para o passado, uma bela manhã de sexta feira. Lá, podemos encontrar seu amável blogueiro, junto com os já-mencionados-aqui-neste-blog Mamãe Urso e Black Stormtrooper, que como prometido teriam um papel mais ou menos coadjuvante por aqui mais vezes, conversando. E nessas conversas, marcamos de nos encontrar na terra prometida, ou em outras palavras, falamos que íamos sair e não marcamos lugar.

Manhã passou e tal, fui embora, fiquei em casa, assisti South Park a tarde inteira, até aquela conversa de msn subir no canto, me fazendo parar o desenho pra responder. A conversa era de Mamãe Urso, que me perguntou pra onde íamos hoje, o que foi uma puta surpresa, já que, como ninguém falou nada sobre a tal saída, achei que nem ia acontecer. Mas beleza. Convidei Black pra conversa e pensamos num lugar pra ir.

Tudo que eu sugeri foi ignorado, como sempre. No final das contas, combinamos de Mamãe ir pra estação de ônibus perto do shopping, que é perto do posto, do lado de um restaurante chinês que eu não sei pronunciar o nome, que é perto de casa, então quando ela chegasse, eu botava minha roupa, falava pro pai pra me levar pro shopping, já que ele ta traumatizado comigo indo a estações de ônibus, e ia me encontrar com ela feliz e bonitinho, pra irmos juntos a casa do Black.

É mais do que óbvio que tudo deu errado, e quando ela tentou me ligar pra avisar que tinha chegado já e era pra eu ir encontrar ela na estação, a bateria do celular dela acabou, e nisso resultou dela ligar pra um orelhão a cobrar aqui pra casa. Quem atendeu o telefone foi minha irmã pequena lavadora de celulares. Aparentemente, meu pai pediu pra ela não atender nenhuma ligação a cobrar, porque pode ser um pedófilo querendo se passar por familiar e que quer raptar todas as garotinhas meigas com menos de 7 anos, ou algo assim, então toda ligação a cobrar que ela atendia, ela desligava na hora.

Tinha passado um tempo enorme desde que ela avisou que tinha saído de casa, até a janelinha dizendo que Mamãe Urso entrou no msn apareceu no canto da tela. Quando perguntei porque ela voltou pra casa, ela disse: “to numa pizzaria”. Sim, é o que você está pensando, possivelmente. Ela pediu pro dono da pizzaria pra acessar a internet e me chamar pro ponto, porque não atendiam em casa.

Pedi pro meu pai me levar no shopping, e quando cheguei, percebi que não sabia qual rua tinha que virar pra dar de cara com a entrada da estação. Guiado pelo meu sedentarismo, apostei na mais próxima, só pra perceber que errei, e com isso, mais dez minutos foram gastos para chegar até ela, que estava me esperando perto do ônibus.

Ela me disse que tínhamos que pegar um certo ônibus para chegar na casa do Black. Passou um tempo, ônibus chegou. Lotado, pagode ao fundo, funk na frente e nós no meio, pensando em maneiras de matar os dois toscos com celular alto, e foi com esse pensamento que nós paramos de prestar atenção no ônibus. Conversa aqui e ali sobre internet na pizzaria e chamadas a cobrar, até o ônibus começar a esvaziar. Muito. E cada vez a gente ia mais longe, o que não parecia normal.

Sim, nós pegamos o ônibus errado. Não sabíamos onde estávamos, e a única idéia que ocorreu foi de sair do ônibus na próxima estação, então saímos. Fomos parar num lugar escuro e no meio de uma rua no meio do nada. Andamos até a esquina e achamos um orelhão, e ligamos pro Black.

Expliquei a situação ao telefone, e falei o nome da rua. Minha esperança é que ele conhecesse e nos desse direção, mas o que ele falou foi mais ou menos assim: “Vocês foram pro outro lado da cidade, cuidado que aí é cheio dos cara que rouba”. Foi só olhar pro canto, que vi dois caras olhando pra gente. Saímos correndo pro ponto de ônibus, que por sorte tinha um ônibus parando, que estava indo pra direção da estação. Passou um bom tempo até chegarmos lá, e mais um tempo procurando informação de qual ónibus tinha que pegar pra ir certinho na casa dele.

Quando chegamos no ponto, percebemos que nenhum de nós sabia a rua, e não passou pelas nossa cabeças de perguntar na hora que ligamos pra ele as informações. A única coisa que tínhamos, é que era perto de uma lanchonete em frente ao lugar que descemos, e que eu já tinha ido la, mas não prestei atenção em nada. Só lembrava da frente da casa, que jurava que era branca e tinha uma garagem enorme, e degraus para a porta. Você pode achar que isso é informação suficiente, mas não é.

Ah, como não é.

Começamos a passear pelas ruas vendo se eu tinha um flash e lembrava de tudo assim de repente, o que não aconteceu tão cedo. Ficamos rondando as ruas por um bom tempo, até finalmente eu começar a lembrar. Fomos caminhando por onde eu achava que era, até ver que, no final da rua que eu jurava que era a dele, tinha 3 negos de braços cruzados esperando a gente.

Puta merda, fudeu. E eles tinham que estar bem na rua que eu achava que era. Ainda assim, fui caminhando na direção deles, torcendo pra que a casa fosse antes do fim da rua, ou melhor dizendo, que essa fosse realmente a rua certa.

E era! Caminhei no portão branco que batia minha descrição, e quando toquei a campainha, veio um cachorro tentar me morder pela porta. Era o cachorro dele, era igualzinho, yay! Apareceu então uma mulher. Eu com uma puta cara de alegria, achando que era a mãe dele, e olhando para os caras com cara de “há, vocês não vão roubar a gente”, gritei o nome do meu amigo.

“Tem ninguém com esse nome aqui, não”.

Caralho. Olhei para Mamãe Urso, que não sabia nem o que dizer. Ainda com esperança (e medo dos caras) gritei: “tem certeza que não tem?”. A mulher só virou e foi embora, e o cachorro ficou latindo pra mim.

Achei que estava tudo perdidamente perdido, até que me aparece um certo Black Stormtrooper atrás de mim, rindo igual retardado por ter me visto errar a casa. A dele era, na verdade, atravessando a rua. Portão bege, com um cachorro de outra raça. Pelo menos eu acertei a rua.

Os três caras eram amigos dele, que eram quase vizinhos. Ainda assim, achei que se o Black não tivesse aparecido, eles teriam roubado a gente. E com muito cansaço do rolê mais fail que já tive, fui no bar e enchi a cara, e aparentemente, eu postei aqui bêbado, mas acabei apagando depois de um tempo. Qualquer dia fico bêbado de novo e faço uma história de verdade, ao invés de juntas letras aleatórias e apertar postar, e nós vemos aonde vai dar isso.

Eu ia falar sobre mais coisa, mas ficou muito grande, e eu to querendo muito voltar pro meu south park. Deixo pro próximo post. Pena, porque preparei até a imagem do post pro que ia postar.