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Yeyey

Mais uma semana passou, e antes dela passar, devo-lhes contar o que aconteceu antes da semana passar. Vuash, voltamos para o passado, uma bela manhã de sexta feira. Lá, podemos encontrar seu amável blogueiro, junto com os já-mencionados-aqui-neste-blog Mamãe Urso e Black Stormtrooper, que como prometido teriam um papel mais ou menos coadjuvante por aqui mais vezes, conversando. E nessas conversas, marcamos de nos encontrar na terra prometida, ou em outras palavras, falamos que íamos sair e não marcamos lugar.

Manhã passou e tal, fui embora, fiquei em casa, assisti South Park a tarde inteira, até aquela conversa de msn subir no canto, me fazendo parar o desenho pra responder. A conversa era de Mamãe Urso, que me perguntou pra onde íamos hoje, o que foi uma puta surpresa, já que, como ninguém falou nada sobre a tal saída, achei que nem ia acontecer. Mas beleza. Convidei Black pra conversa e pensamos num lugar pra ir.

Tudo que eu sugeri foi ignorado, como sempre. No final das contas, combinamos de Mamãe ir pra estação de ônibus perto do shopping, que é perto do posto, do lado de um restaurante chinês que eu não sei pronunciar o nome, que é perto de casa, então quando ela chegasse, eu botava minha roupa, falava pro pai pra me levar pro shopping, já que ele ta traumatizado comigo indo a estações de ônibus, e ia me encontrar com ela feliz e bonitinho, pra irmos juntos a casa do Black.

É mais do que óbvio que tudo deu errado, e quando ela tentou me ligar pra avisar que tinha chegado já e era pra eu ir encontrar ela na estação, a bateria do celular dela acabou, e nisso resultou dela ligar pra um orelhão a cobrar aqui pra casa. Quem atendeu o telefone foi minha irmã pequena lavadora de celulares. Aparentemente, meu pai pediu pra ela não atender nenhuma ligação a cobrar, porque pode ser um pedófilo querendo se passar por familiar e que quer raptar todas as garotinhas meigas com menos de 7 anos, ou algo assim, então toda ligação a cobrar que ela atendia, ela desligava na hora.

Tinha passado um tempo enorme desde que ela avisou que tinha saído de casa, até a janelinha dizendo que Mamãe Urso entrou no msn apareceu no canto da tela. Quando perguntei porque ela voltou pra casa, ela disse: “to numa pizzaria”. Sim, é o que você está pensando, possivelmente. Ela pediu pro dono da pizzaria pra acessar a internet e me chamar pro ponto, porque não atendiam em casa.

Pedi pro meu pai me levar no shopping, e quando cheguei, percebi que não sabia qual rua tinha que virar pra dar de cara com a entrada da estação. Guiado pelo meu sedentarismo, apostei na mais próxima, só pra perceber que errei, e com isso, mais dez minutos foram gastos para chegar até ela, que estava me esperando perto do ônibus.

Ela me disse que tínhamos que pegar um certo ônibus para chegar na casa do Black. Passou um tempo, ônibus chegou. Lotado, pagode ao fundo, funk na frente e nós no meio, pensando em maneiras de matar os dois toscos com celular alto, e foi com esse pensamento que nós paramos de prestar atenção no ônibus. Conversa aqui e ali sobre internet na pizzaria e chamadas a cobrar, até o ônibus começar a esvaziar. Muito. E cada vez a gente ia mais longe, o que não parecia normal.

Sim, nós pegamos o ônibus errado. Não sabíamos onde estávamos, e a única idéia que ocorreu foi de sair do ônibus na próxima estação, então saímos. Fomos parar num lugar escuro e no meio de uma rua no meio do nada. Andamos até a esquina e achamos um orelhão, e ligamos pro Black.

Expliquei a situação ao telefone, e falei o nome da rua. Minha esperança é que ele conhecesse e nos desse direção, mas o que ele falou foi mais ou menos assim: “Vocês foram pro outro lado da cidade, cuidado que aí é cheio dos cara que rouba”. Foi só olhar pro canto, que vi dois caras olhando pra gente. Saímos correndo pro ponto de ônibus, que por sorte tinha um ônibus parando, que estava indo pra direção da estação. Passou um bom tempo até chegarmos lá, e mais um tempo procurando informação de qual ónibus tinha que pegar pra ir certinho na casa dele.

Quando chegamos no ponto, percebemos que nenhum de nós sabia a rua, e não passou pelas nossa cabeças de perguntar na hora que ligamos pra ele as informações. A única coisa que tínhamos, é que era perto de uma lanchonete em frente ao lugar que descemos, e que eu já tinha ido la, mas não prestei atenção em nada. Só lembrava da frente da casa, que jurava que era branca e tinha uma garagem enorme, e degraus para a porta. Você pode achar que isso é informação suficiente, mas não é.

Ah, como não é.

Começamos a passear pelas ruas vendo se eu tinha um flash e lembrava de tudo assim de repente, o que não aconteceu tão cedo. Ficamos rondando as ruas por um bom tempo, até finalmente eu começar a lembrar. Fomos caminhando por onde eu achava que era, até ver que, no final da rua que eu jurava que era a dele, tinha 3 negos de braços cruzados esperando a gente.

Puta merda, fudeu. E eles tinham que estar bem na rua que eu achava que era. Ainda assim, fui caminhando na direção deles, torcendo pra que a casa fosse antes do fim da rua, ou melhor dizendo, que essa fosse realmente a rua certa.

E era! Caminhei no portão branco que batia minha descrição, e quando toquei a campainha, veio um cachorro tentar me morder pela porta. Era o cachorro dele, era igualzinho, yay! Apareceu então uma mulher. Eu com uma puta cara de alegria, achando que era a mãe dele, e olhando para os caras com cara de “há, vocês não vão roubar a gente”, gritei o nome do meu amigo.

“Tem ninguém com esse nome aqui, não”.

Caralho. Olhei para Mamãe Urso, que não sabia nem o que dizer. Ainda com esperança (e medo dos caras) gritei: “tem certeza que não tem?”. A mulher só virou e foi embora, e o cachorro ficou latindo pra mim.

Achei que estava tudo perdidamente perdido, até que me aparece um certo Black Stormtrooper atrás de mim, rindo igual retardado por ter me visto errar a casa. A dele era, na verdade, atravessando a rua. Portão bege, com um cachorro de outra raça. Pelo menos eu acertei a rua.

Os três caras eram amigos dele, que eram quase vizinhos. Ainda assim, achei que se o Black não tivesse aparecido, eles teriam roubado a gente. E com muito cansaço do rolê mais fail que já tive, fui no bar e enchi a cara, e aparentemente, eu postei aqui bêbado, mas acabei apagando depois de um tempo. Qualquer dia fico bêbado de novo e faço uma história de verdade, ao invés de juntas letras aleatórias e apertar postar, e nós vemos aonde vai dar isso.

Eu ia falar sobre mais coisa, mas ficou muito grande, e eu to querendo muito voltar pro meu south park. Deixo pro próximo post. Pena, porque preparei até a imagem do post pro que ia postar.

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4 Comments

  1. LOL Bom conto. Quem nunca pegou o ônibus errado né? Ainda bem que os daqui sempre voltam aonde saíram. Ainda bem que você sobreviveu, treta com os mano é treta. E sobre o post bêbado, eu vi e até comentei lol, melhor post seu disparado. No aguardo de outros!

  2. por sorte (ou não) a cidade que eu moro é pequena, interiorzão, não tem necessidade de se usar ônibus por aqui. e se peder por aqui é quase impossível também. Bom post.

  3. perdidamente perdido, hehheheh

  4. sabe do que mais gosto? de como é possível “se meter” e ver as imagens que você vai narrando: texto-cinema. Valeu!


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