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Category Archives: Tédio + Assuntos Aleatorios = WIN

O blog acabou.

Isso ae.

Ontem acordei grávido.

Ou melhor, com vontades de uma pessoa grávida. Mais especificamente marshmallow, uma comida mais vista como “a única coisa servida num acampamento americano”. O que aconteceu foi simples: eu sonhei que abri um pacote de marshmallows, peguei um, comi, peguei outro, comi, e outro, comi, e assim por diante. Eu sonhei isso a noite inteira, e mais nada aconteceu.

O mais interessante foi que eu nunca comi marshmallow na minha vida, eu nunca vi um na minha frente, nunca sequer senti o cheiro de um. A coisa mais próxima disso foi comer aqueles marshmallows de bala de goma, que na verdade não são marshmallows.

O que me lembrou de um pacote de salgadinho de marca desconhecida, que comprei numa banca de jornal, que dizia na embalagem “Sabor: Imitação de bacon”. Que diabos seria o gosto de imitação de bacon? Seria um gosto ruim, que não aguentei comer inteiro e dei para meu amigo mais próximo.

Mas foi com marshmallow no pensamento que levantei-me da cama, peguei meu dinheiro e fui me aventurar no mundo afora. Foi no momento que sai de casa, que percebi que eu não sabia onde podia vender marshmallow perto da minha amável vizinhança. Mas a vontade era grande demais e eu sabia que nada podia me deter, então, equipado de um ipod velho de 4gb e fones novos, fui em frente, andando sem rumo, procurando marshmallows.

O problema do fone novo, era ser um daqueles que precisa de borrachinha pra encaixar no ouvido, e a borrachinha soltou, e eu não tinha nenhuma extra na hora, então tive que fazer o que qualquer procurador-de-marshmallow faria, e apertei bem fundo na orelha pro fone ficar la.

Ficar ficou, mas quando fui atender o celular, tive de mudar de orelha, porque só de encostar no ouvido do fone sem borracha já ardia demais. E a dor foi aumentando, até eu chegar num banheiro de bar e passar uma água. Percebi que minha orelha estava vermelha. Bem vermelha.

Decidi que não ia mais usar o fone, até comprar a borrachinha. No final das contas minha orelha ficou vermelha e ardendo o resto do dia, o que não foi nada legal. O mesmo acontece com uma espinha no meu braço, que mais parece um tumor, que eu fui coçar e até agora ta vermelho, inchado e doendo.

Minha procura por marshmallows me deixou num fran’s quase 20min de casa, que servem um marshmallow derretido. O gosto era bom, mas esperava que fosse algo melhor. Ainda assim saciei meus desejos de gordo grávido e segui meu rumo de volta para casa.

Hoje, eu tinha combinado com meu primo de ir na casa dele depois da minha escola, e ia testar minhas habilidades com ônibus mais uma vez, indo da escola a até o ponto final do lado da casa dele sem erros.

Errar é humano, e eu acabei pegando o sentido errado. Sério, eu não gosto de pegar ônibus, vide um post mais antigo chamado “ônibus não são legais”, mas dessa vez eu percebi meu erro, e tendo que gastar mais R$2,65 em moedas, subi no ônibus e cheguei na casa dele, são e salvo.

E foi mal chegar que me bateu a vontade de comer marshmallows, de novo, mas dessa vez eu estava decidido em comer aqueles troços macios, brancos e quadricuconicoarrendodados, e não aquela coisa derretida do Fran’s. Partimos então em uma batalha épica contra as mais tortuosas calçadas, enfrentamos subidas, corremos das descidas, e desviamos de motoristas furiosos e frenéticos, até chegarmos ao shopping.

La, paguei 7 reais em um pacote de marshmallow com embalagem em japonês, só pra descobrir que tinha o mesmo gosto daqueles marshmallows de goma que custam 3 reais do lado de casa. Japoneses malditos, compensando seus pênis com valores absurdos, e foi com 7 reais a menos e um pacote de marshmallow de goma que voltei pra casa, ainda com alguma esperança que este ia ficar bom se eu acedesse uma fogueira no meio de casa, cortasse uns gravetos e botasse os marshmallows para tostar.

O marshmallow derreteu no fogão, e ficou preso nos cantos e na ponta do garfo, e eu queimei a língua com a partezinha que sobreviveu ao fogo. E com isso aprendi a minha lição: marshmallow é a pior merda do mundo, e japoneses são traiçoeiros.

E como eu não postei por um booooooom tempo, venho pedir minhas humildes desculpas para vocês, meus 9 leitores que esperaram na frente de casa em protesto e greve de fome até eu postar de novo. Vão comer, seus pulhas, que o post ta aqui. E se você realmente não tem nada pra fazer, conte quantas vezes a palavra marshmallow foi escrita neste post.

Fat Albert

Quero ver quem vai entender a imagem de hoje do post.

Para contar essa história, ativaremos nosso troço que volta no tempo e tchanz, voltamos ao passado. Mais precisamente em 2004, o ano internacional do arroz, onde achamos nosso tripulante, ainda inocente, com apenas 10 anos, coçando o saco na frente da cantina do colégio.

Se você, que só sabe como eu sou pelos ótimos desenhos que faço no paint em 2 minutos, não tem idéia do que imaginar para esta cena, irei te ajudar. Naquela época eu usava um cabelo enorme e terrivelmente nojento pela falta de banho. Um óculos estilo aquele desenho antigo, o laboratório de dexter, o matador aparelho de cavalo, que nada mais era do que aquele aparelho que saía pra fora da sua boca, dava uma volta pela tua cabeça e saía pelo teu cérebro, ou alguma coisa assim, baixo e gordo. E quando digo isso, quero dizer 1,50m pra menos, e uns 70 kilos.

Hell yeah, moderfucker, mamãe me achava bonito, e era tudo que importava.

E com essa imagem do inferno na tua mente, só falta imaginar essa coisa enorme e esquisita com uma camiseta do iron maiden e caçando moeda na mochila surrada pra comprar um salgado. Naquela época (como se fosse há muito tempo) os salgados eram grandes, com recheio e custavam R$1,20, diferentes dos de hoje, então era lindo ver aquelas moedinhas brilharem logo de manhã.

Exceto que não era manhã, era tarde. Alias, era fim da tarde. A aula já tinha terminado, e era mais ou menos 6 horas. Da tarde. Eu ainda me lembro que merda era estudar de tarde. Sério, dormir de manhã e a noite e estudar a tarde. Me sentia como um robô com apenas duas funções: dormir e estudar. Podia chamar isso de Hibernato, uma mistura de hibernar com internato. Há, piada retardada e nem estamos na metade do post, a tarde.

E era a tarde que começa nossa história de hoje. Como meus pais eram separados, ficava naquele negócio de uns dias eu passar com meu pai, e toda quarta era dia de ele me pegar na escola, pra ir pro apartamento tosco dele e comer pizza de supermercado ou coisa parecida. Geralmente ele chegava la pelas 6 horas, sendo que minha aula acabava 5 e meia, então eu tinha sempre um tempo de sobra pra fazer absolutamente nada.

E como bom gordo que eu era, perdia meu tempo comendo. Então, munido de um salgado de presunto e queijo em uma mão, um croissant de calabresa com catupiry na outra, ketchup segurado pelo mindinho e 20 e poucas balas no bolso, eu sentei sozinho numa das mesas da cantina e comecei a observar o movimento.

Foram os 10 minutos mais parados da minha vida. Nada aconteceu, ninguém estava la, e a mulher da cantina estava olhando pro nada tão entediada quanto eu, então acabei indo dar uma volta. Passei quase cinco minutos andando, até parar e recuperar o fôlego. Parei em frente a um espelho, e olhei para aquela figura revoltante no espelho, com a calça enorme com uma onda no bolso, que seria as balas, e metade de um croissant. Ketchup na bochecha e camiseta esticada pelas banhas.

E foi nesse momento que resolvi perder peso. E é isso ae. Dietas e academia, e mais ou menos alguns anos para chegarmos hoje, nesse dia lindo, onde pessoas me chamam de raquítico na escola.

E falar sobre minha gordura passada me leva nesta segunda parte do post, pra explicar o que a física tem a ver com gordos. É simples, e envolve o buffet. Pois bem, la estava eu, pensativo, tinha acabado de levar bronca porque uma criança resolveu se atirar na parede, achando que não dava pra piorar, quando entra um senhor obeso de gravata na festa. Puta que pariu, aquele cara fazia o mexicano de 600kg parecer sarado. Dava medo. As pessoas desviavam dele para não serem engolidas pelo mar de banha, e as crianças se seguravam para não pular la e se divertir de montão.

E na sua passagem pelo corredor, ele se aproxima de mim. Fuckitty fuck, eu comecei a suar. O medo, o horror, as tetas maiores do que qualquer mulher da festa. Encolhi-me num canto, pensando positivo. Eu já conseguia sentir o cheiro de pizza de calabresa no ar, quando ele se aproximou, e esbarrou num garçom que passou na hora, com uma bandeja cheia de refrigerante, cerveja e batidas de morango e creme. Tudo caiu em cima de mim. Até o garçom caiu em cima de mim. Senti minha roupa grudar, e o calor do gordo perto de mim, tampando todo ar puro que nossa mamãe natureza nos provém todo dia. O obeso mórbido apenas disse “desculpe” e seguiu seu caminho. Táquepariu, nem pra ajudar.

Fui trocar de roupa, só pra perceber que não tinha mais macacão P, que é o que eu uso. Só tinha G, que foi o que acabei pondo. Acabei amarrando bem, e segurando o macacão pra não cair por boa parte da festa, até chegar a hora da tal dança que eu já falei aqui, que tenho que fazer em toda a festa. Eu finalmente aprendi a dança, mas não conseguia demonstrar isso, com as duas mãos segurando o macacão, que, por desgraça da física continuava a cair. E foi no meio da dança, que tem uma parte que tem que pular e fazer uma fila e mimimi junto com os convidados, que o gordo “esbarrou” em mim, com tanta fragilidade, que me jogou em um monitor que dançava do meu lado, fazendo ele e eu cair em uma criancinha, que começou a chorar.

De cara no chão, me levantei, mas o macacão, que estava desesperado pra cair, acabou caindo. Então, com o gordo rindo, 120 convidados olhando pra minha cueca, uma criança chorando, os monitores sem saber o que fazer e minha chefe olhando feio pra mim de longe. Levantei meu macacão, e sem saber muito bem o que fazer, continuei dançando, sozinho, até perceber que era inútil dançar quando ninguém mais dança, e acabei voltando pra minha posição de monitor no brinquedo pelo resto da noite.

Isso foi a uma semana atrás, e ainda não me ligaram pra trabalhar em festas novas. Acho que fui despedido, e tudo graças a um gordo obeso que não sabe que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. O pior de tudo é não saber se fui realmente despedido, porque aquela porra de emprego é freelancer, então só me resta esperar uma ligação.

E é com esse post sem graça que eu abro minha primeira enquete do blog, só pra testar isso aqui mesmo. Votem, se joguem e dancem o Rebolation. Chamem pessoas pra votar, vote de novo, hackeie o sistema do WordPress e faça uma das respostas ter oito mil, setecentos e setenta e três votos.

Votem sem moderação.

Yeyey

Mais uma semana passou, e antes dela passar, devo-lhes contar o que aconteceu antes da semana passar. Vuash, voltamos para o passado, uma bela manhã de sexta feira. Lá, podemos encontrar seu amável blogueiro, junto com os já-mencionados-aqui-neste-blog Mamãe Urso e Black Stormtrooper, que como prometido teriam um papel mais ou menos coadjuvante por aqui mais vezes, conversando. E nessas conversas, marcamos de nos encontrar na terra prometida, ou em outras palavras, falamos que íamos sair e não marcamos lugar.

Manhã passou e tal, fui embora, fiquei em casa, assisti South Park a tarde inteira, até aquela conversa de msn subir no canto, me fazendo parar o desenho pra responder. A conversa era de Mamãe Urso, que me perguntou pra onde íamos hoje, o que foi uma puta surpresa, já que, como ninguém falou nada sobre a tal saída, achei que nem ia acontecer. Mas beleza. Convidei Black pra conversa e pensamos num lugar pra ir.

Tudo que eu sugeri foi ignorado, como sempre. No final das contas, combinamos de Mamãe ir pra estação de ônibus perto do shopping, que é perto do posto, do lado de um restaurante chinês que eu não sei pronunciar o nome, que é perto de casa, então quando ela chegasse, eu botava minha roupa, falava pro pai pra me levar pro shopping, já que ele ta traumatizado comigo indo a estações de ônibus, e ia me encontrar com ela feliz e bonitinho, pra irmos juntos a casa do Black.

É mais do que óbvio que tudo deu errado, e quando ela tentou me ligar pra avisar que tinha chegado já e era pra eu ir encontrar ela na estação, a bateria do celular dela acabou, e nisso resultou dela ligar pra um orelhão a cobrar aqui pra casa. Quem atendeu o telefone foi minha irmã pequena lavadora de celulares. Aparentemente, meu pai pediu pra ela não atender nenhuma ligação a cobrar, porque pode ser um pedófilo querendo se passar por familiar e que quer raptar todas as garotinhas meigas com menos de 7 anos, ou algo assim, então toda ligação a cobrar que ela atendia, ela desligava na hora.

Tinha passado um tempo enorme desde que ela avisou que tinha saído de casa, até a janelinha dizendo que Mamãe Urso entrou no msn apareceu no canto da tela. Quando perguntei porque ela voltou pra casa, ela disse: “to numa pizzaria”. Sim, é o que você está pensando, possivelmente. Ela pediu pro dono da pizzaria pra acessar a internet e me chamar pro ponto, porque não atendiam em casa.

Pedi pro meu pai me levar no shopping, e quando cheguei, percebi que não sabia qual rua tinha que virar pra dar de cara com a entrada da estação. Guiado pelo meu sedentarismo, apostei na mais próxima, só pra perceber que errei, e com isso, mais dez minutos foram gastos para chegar até ela, que estava me esperando perto do ônibus.

Ela me disse que tínhamos que pegar um certo ônibus para chegar na casa do Black. Passou um tempo, ônibus chegou. Lotado, pagode ao fundo, funk na frente e nós no meio, pensando em maneiras de matar os dois toscos com celular alto, e foi com esse pensamento que nós paramos de prestar atenção no ônibus. Conversa aqui e ali sobre internet na pizzaria e chamadas a cobrar, até o ônibus começar a esvaziar. Muito. E cada vez a gente ia mais longe, o que não parecia normal.

Sim, nós pegamos o ônibus errado. Não sabíamos onde estávamos, e a única idéia que ocorreu foi de sair do ônibus na próxima estação, então saímos. Fomos parar num lugar escuro e no meio de uma rua no meio do nada. Andamos até a esquina e achamos um orelhão, e ligamos pro Black.

Expliquei a situação ao telefone, e falei o nome da rua. Minha esperança é que ele conhecesse e nos desse direção, mas o que ele falou foi mais ou menos assim: “Vocês foram pro outro lado da cidade, cuidado que aí é cheio dos cara que rouba”. Foi só olhar pro canto, que vi dois caras olhando pra gente. Saímos correndo pro ponto de ônibus, que por sorte tinha um ônibus parando, que estava indo pra direção da estação. Passou um bom tempo até chegarmos lá, e mais um tempo procurando informação de qual ónibus tinha que pegar pra ir certinho na casa dele.

Quando chegamos no ponto, percebemos que nenhum de nós sabia a rua, e não passou pelas nossa cabeças de perguntar na hora que ligamos pra ele as informações. A única coisa que tínhamos, é que era perto de uma lanchonete em frente ao lugar que descemos, e que eu já tinha ido la, mas não prestei atenção em nada. Só lembrava da frente da casa, que jurava que era branca e tinha uma garagem enorme, e degraus para a porta. Você pode achar que isso é informação suficiente, mas não é.

Ah, como não é.

Começamos a passear pelas ruas vendo se eu tinha um flash e lembrava de tudo assim de repente, o que não aconteceu tão cedo. Ficamos rondando as ruas por um bom tempo, até finalmente eu começar a lembrar. Fomos caminhando por onde eu achava que era, até ver que, no final da rua que eu jurava que era a dele, tinha 3 negos de braços cruzados esperando a gente.

Puta merda, fudeu. E eles tinham que estar bem na rua que eu achava que era. Ainda assim, fui caminhando na direção deles, torcendo pra que a casa fosse antes do fim da rua, ou melhor dizendo, que essa fosse realmente a rua certa.

E era! Caminhei no portão branco que batia minha descrição, e quando toquei a campainha, veio um cachorro tentar me morder pela porta. Era o cachorro dele, era igualzinho, yay! Apareceu então uma mulher. Eu com uma puta cara de alegria, achando que era a mãe dele, e olhando para os caras com cara de “há, vocês não vão roubar a gente”, gritei o nome do meu amigo.

“Tem ninguém com esse nome aqui, não”.

Caralho. Olhei para Mamãe Urso, que não sabia nem o que dizer. Ainda com esperança (e medo dos caras) gritei: “tem certeza que não tem?”. A mulher só virou e foi embora, e o cachorro ficou latindo pra mim.

Achei que estava tudo perdidamente perdido, até que me aparece um certo Black Stormtrooper atrás de mim, rindo igual retardado por ter me visto errar a casa. A dele era, na verdade, atravessando a rua. Portão bege, com um cachorro de outra raça. Pelo menos eu acertei a rua.

Os três caras eram amigos dele, que eram quase vizinhos. Ainda assim, achei que se o Black não tivesse aparecido, eles teriam roubado a gente. E com muito cansaço do rolê mais fail que já tive, fui no bar e enchi a cara, e aparentemente, eu postei aqui bêbado, mas acabei apagando depois de um tempo. Qualquer dia fico bêbado de novo e faço uma história de verdade, ao invés de juntas letras aleatórias e apertar postar, e nós vemos aonde vai dar isso.

Eu ia falar sobre mais coisa, mas ficou muito grande, e eu to querendo muito voltar pro meu south park. Deixo pro próximo post. Pena, porque preparei até a imagem do post pro que ia postar.

WTFUUUU-

Celular é tratado hoje em dia como um objeto que não se pode viver sem. Por esse simples motivo, as pessoas vivem tirando meus celulares de mim.

Voltando a algum tempo atrás, na época que ganhei meu primeiro celular. Era, literalmente, um pedaço de tijolo com teclas, que dava vergonha de andar por aí. Primeiro porque quando eu botava no bolso, parecia que eu estava extremamente feliz, e quadrado. Segundo porque não suportava nada, nem música, nem jogos, só toques polifônicos, e que raiva era ouvir aquele barulho de super nintendo toda vez que me ligavam. O destino dele foi ser esquecido num banheiro de posto de gasolina, o que, pensando bem, acabou sendo um final feliz, porque eu não aguentava mais aquela merda.

O segundo, terceiro e quarto celulares acabaram tendo um final ainda mais feliz. Foram roubados. O segundo foi roubado nas mãos de uma prima minha, que me pediu emprestado pra sair, acabou sendo assaltada por um moleque zika de 4 anos, e obviamente não pagou por outro. O terceiro foi roubado numa viagem de avião. Sim, eu fui assaltado num avião, eu consegui fazer essa proeza. Foi basicamente deixar no assento e sair do avião, e quando percebi que esqueci lá, ele já tinha sido roubado por algum passageiro. O quarto realmente não tem história legal, foi num show que teve, e tiraram do meu bolso quando eu não estava vendo. O legal mesmo foi o que aconteceu uma semana depois, quando dois caras assaltaram eu e mais dois amigos de moto numa pracinha vazia no meio do nada. Os dois amigos tiveram seus celulares roubados, e eu tive o prazer de dizer “Já me roubaram semana passada” para os assaltantes. Ainda assim, eles pegaram meus 5 conto. D:

E eu realmente enchi os dois primeiros parágrafos com histórias de celulares roubados. Deve ter sido uma leitura horrível, mas foi tão divertido escrever isso, que vou manter essa parte do texto. Mas é agora que realmente entra o assunto do post. Meu quinto celular.

No final de março aconteceu meu aniversário. Não teve festa, não teve nem presentes direito. Cacete, não teve nada. A única pessoa que tentou me dar um presente, fudeu tudo. Estou falando da minha doce irmã de 6 anos. Sim, aquela proprietária do trailer rosa da barbie, do segundo (?) post, e como naquele post eu organizei as coisas em tópicos, vou fazer o mesmo aqui, pra vocês entenderem bem.

– Eu finalmente consigo um novo celular.

– Eu deixo meu celular na mesa.

– Minha irmã pega meu celular.

– Minha irmã lava meu celular na pia com detergente, alegando que ele estava sujo e ela estava apenas limpando-o pra fazer uma surpresa pra mim.

– Meu celular vaza água com detergente.

– Eu perco outro celular.

Tópicos são tão mais fáceis, explicam tudo em poucas palavras. E após ela vir com um sorriso no rosto entregar aquela coisa molhada pra mim, eu fui falar pro meu pai ver se a garantia não conserta. Dei sorte, e eles consertavam, mas eu perdi o recibo do celular, então tive que fazer umas quinhentas ligações pra arranjar um tipo de atestado-que-se-passa-de-recibo, pra garantia valer. Pedi pro meu pai levar meu celular pra loja pra eles concertarem, e passou mais ou menos uma semana até eu perguntar pra ele por que estava demorando tanto. Ele ainda não tinha nem levado pra loja o celular.

Comecei a insistir pra ele levar, só pra ouvir ele falar que não tinha pressa, ja que eu nunca usava o celular e que ele não entendia o porque da insistência. Tive mesmo que ouvir que sou anti social do meu pai. E o pior de tudo é que era verdade, já que eu queria mesmo o celular pra ouvir música durante a aula, e não pra ligar e fazer coisas “celularísticas”.

Estamos praticamente em Maio já, e ainda estou sem celular. Em outras palavras, eu estou prestando atenção nas aulas de física, ao invés de fazer o certo e ouvir Muse com o fone escondido na camiseta. E como este blog é basicamente eu falar que me ferro de maneiras idiotas, tá começando a fazer um frio do caralho e o único casaco que eu tenho não aquece nada, e tem um buraco enorme na manga. FML?

Termino este post falando pra vocês que estou sem voz, ou como diz uma amiga minha que nunca me ligou no celular, voz-de-traveco-com-um-pinto-de-borracha-entalado-na-garganta por tanto gritar no buffet. O bom de estar com essa voz é que assusta as criancinhas da festa, que são o motivo disso pra começar.

O tal anúncio era exatamente a demora. Quando eu não tinha nada pra fazer o dia todo, eu não tinha blog. Quando comecei o blog, tudo resolveu dar certo, o trabalho, a banda, escola talvez nem tanto, mas acho que da pra contar também. Ironias da minha vida estando cada vez mais presentes no blog.

Enfim, o tempo está curto, e vocês podem perceber que esses posts são longos, e por mais que a idéia já esteja pronta, passar pro pc demora, e eu to ficando cada vez mais sem tempo, mas ainda assim tentarei manter 2 posts por semana. É isso ae, espero que vocês, meus 3 ou 4 leitores, entendam.

Para compensar o tempo que esperaram, fiz um desenho foda no paint agora sobre o título do post, que ficou muito grande e não coube na página, mas não vou fazer resize.

Dedico o desenho especialmente a todos que comentam. Se você não comenta, espero que você não goste do desenho.

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Desviando Sampa na Chuva!

Amizade, popularidade, panelinhas, suicídio coletivo. Todos eles são meios de pessoas se reunirem de alguma maneira, como amigos. Uma coisa que eu sempre prezei foi ter bons amigos.

No lugar onde eu faço inglês, eu simplesmente não tenho amigos. Eu realmente odeio o inglês e as pessoas que estudam la, e o único motivo de eu ainda ir lá toda semana, é porque falta apenas esse ano pra eu terminar de vez o inglês. Mas o que os pais realmente sabem sobre as amizades e inimizades dos filhos?

Absolutamente nada.

Vou resumir aqui pra vocês rapidamente como foi a infância do meu pai. Uma cidade minúscula, enlameada e anormalmente pequena. Coisa de você virar errado na estrada e acabar nessa cidade, passar por 2 quadras repletas de casas, para voltar pra estrada de novo, porque não há mais cidade, era só isso. Ali, se você não conhecesse todo mundo, provavelmente era um ermitão isolado barbudo que morava numa caverna, ou então eu num passado distante. De qualquer forma, meu pai não era um desses, até onde eu sei.

Voltando ao presente, mais precisamente sexta passada, onde estava literalmente caindo o mundo, de tanta chuva, frio e medo. Talvez medo não, mas estava escuro pra caralho. Geralmente eu volto a pé do inglês direto pra academia, pra depois voltar pra casa.

Mas não podia suportar academia naquele dia, porque ficava do lado oposto de casa, e não queria pegar mais chuva, então, firmemente equipado de um casaco que não aquece nada e que não tem capuz, voltei pra casa direto sob chuva e frio. O caminho todo era uma subida, claro, o que deixou tudo ainda mais legal. Acho que a única coisa que poderia dar mais errado seria um carro passar por cima de uma poça e jorrar água em mim, mas felizmente isso não aconteceu.

Cheguei na frente de casa, só pra ver tudo apagado la dentro. Não tinha ninguém em casa. Claro, eu nunca chegava tão cedo assim, já que nessa hora eu devia estar na academia, então nunca levava a chave, então tive de procurar um lugar pra me abrigar. Foi aí que percebi que minha falta de amizade me fodeu mais uma vez, já que não conhecia ninguém da vizinhança para entrar e ficar la esperando meu pai do lado de casa, então corri para o lugar mais próximo que eu podia entrar.

Um pet shop na esquina. Entrei pingando e tremendo, para ouvir quinhentos cachorros latindo loucamente com a minha presença. Só tinha um atendente la no balcão, que logo me perguntou o que eu estava procurando. Porra, eu entro correndo, pingando e fico olhando pra fora da loja com cara de desiludido, ele realmente acha que eu to afim de comprar alguma coisa? Ainda assim, respondi “Só to esperando a chuva passar” e me virei pra olhar pra chuva, que não parava.

Depois do que pareceu uns 15 minutos, a chuva foi diminuindo. Ainda estava chovendo, mas foi o bastante para eu sair da loja e ver se meu pai tinha voltado pra casa. Foi um alívio ver o carro estacionado de longe, e quando ele atendeu a porta, perguntou onde eu estava.

O motivo dessa pergunta, me leva ao começo desse post. Amizades. Aparentemente, meu pai estacionou o carro la na frente do inglês e começou a perguntar pras pessoas na frente do inglês se o “filhão” dele já tinha saído. Pelo que entendi, ele descreveu minhas características pra estranhos aleatórios, até finalmente achar alguém que me conhecia.

Eu juro pra vocês que eu não sei com quem ele falou. Ele descreveu ela como japa super animada. Puta merda, eu tenho uma perseguidora, porque ela disse pro meu pai que me conhece faz tempo, e eu não conheço nenhuma garota japa lá, e preciso botar ênfase no “nenhuma”, porque eu não sei que garota ele estava falando.

Eu nunca sequer vi uma garota japa no meu inglês, nem de outras salas nem nada. O que ela falou pra ele foi que eu saí apressado debaixo de chuva. E sim, ela me viu saindo, e eu não vi ela. E pra completar, fui debaixo de chuva e peguei uma gripe por nada, já que meu pai ia me pegar de carro.

E aparentemente, todos do meu inglês sabem quem eu sou agora, o que vocês podem ter certeza, não é nada legal, já que essa semana tive que aguentar apontadas e risadas de estranhos, e ainda assim, não vi nenhuma garota japa.

Ontem tive minha primeira real experiência com o trabalho, já que completei 16 anos esses dias e já posso trabalhar, e devo-lhes dizer que foi uma merda.

Ok, nem foi tanto assim, já que teve algumas coisas boas, mas elas são sobressaídas com a quantidade de coisas ruins que tem. Antes de mais nada, tenho que dizer onde foi esse trabalho.

*tambores*

Um buffet infantil.

Antes de falar sobre o que aconteceu hoje, devo voltar no tempo, até terça a noite para ser preciso, onde eu estava comendo fandangos no quarto e vendo south park. Porém, vamos nos concentrar no bendito buffet.

Para deixar algo menos realista da sangrenta maquiavélica realidade de Deus, vou escreve-la como se fosse um peça de teatro, e vocês irão fingir que são cultos por um minuto e estarão na primeira fila esperando a seguinte peça começar:

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Personagens:

-Monitor Gótico
-Aniversariante
-Mãe do aniversariante
-Gordo Porpeta com pacote de doritos
-Paparazzis contratados
-27 Crianças Aleatórias

Em cena:
-Monorrilho(monotrilho?)
-Decoração de festa da Hannah Montana
-Bexigas da Hannah Montana
-Papel que cobre a mesa da Hannah Montana
-Hannah Montana em miniatura na recepção
-Músicas da Hannah Montana ao fundo.

A cena abre na fila para o mono(t/r)rilho. Lá se encontra uma criança gorda com gel no cabelo e um pacote de doritos, o aniversariante, seus paparazzis tirando fotos com suas câmeras anos 60 e o monitor gótico do brinquedo. Crianças brincam ao fundo. Na fila:

ANIVERSARIANTE: Porra, como você acha um pacote de doritos num festa de buffet?
PORPETA: Nunca duvide de um gordo.
ANIVERSARIANTE: Orra.
PAPARAZZI: Vamo tira uma foto da hora.
MONITOR GÓTICO: O trem ta chegando, chega ae vocês três.
PORPETA: Mas só tem 2 pessoas na fila, tiu.
MONITOR GÓTICO: Você vale por 2.
ESTOMAGO DO PORPETA: Rawr.
ANIVERSARIANTE: Pera, vou tira uma foto da hora aqui nessa grade.
MONITOR GÓTICO: Não vai aí não! O trem vai passar aí e…

Neste momento, todas as crianças vão ficar quietas e olhar com cara de cu para o monitor. Mãe do aniversariante entra em cena bem na hora. O monotremtrilhoirroquirromilho vai apertar o aniversariante contra a grade e suas costelas quebrarão.

ANIVERSARIANTE: mfffdghh…
MILF: Filho!
HANNAH: You get the beeeeest of both worlds!
PORPETA: Caralho.
MONITOR GÓTICO: Fudeu.
PAPARAZZIS: Fica nesse ângulo, isso, agora vira um pouco, é, ficou boa, isso…
MILF: Vem, vem, encolhe essa barriga menino, isso vem, ahhh saiu! AI MEUS DEUS você ta sangrando e anêmico.

A cena fecha com as crianças cantando Noite Feliz em Lá Menor, e o monitor sendo despedido, jogado na sarjeta e comido por 3 vira-latas que passavam por ali na hora. O gordo ainda come doritos. A criança passa bem, com costelas quebradas.

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Com o gótico despedido por quebrar as costelas de uma criança acidentalmente, uma vaga se abre para mim. De 17 buffets com currículo enviado, 1 chamou. Fuck yeah, tudo parece estar valendo a pena. E fandangos são jogados pelo ar, episódios de south park são subitamente parados. Mas é claro que isso tem um porém, afinal se não tivesse, nem seria um post meu, e o porém de hoje é que eu tinha ido dormir la pelas 5 da manhã de terça pra quarta. As 9 da manha de quarta ligam em casa e pedem pra eu estar la as 10. E eu simplesmente não conseguia abrir o olho.

O dia começa mal, e vocês podem acompanhar um singelo trabalhador saindo de casa para um buffet longe pra porra, guiado apenas pelos seus outros 4 sentidos, já que a visão simplesmente se recusa a funcionar.

Depois de quase ser atropelado duas vezes e ficar morrendo de medo dos tais vira-latas la da frente do buffet, que por acaso estavam comendo o que se pode chamar de um pós-gótico, eu entrei no buffet. E sem nem ser apresentado a ninguém, me mandaram encher bexiga, o que fiz obedientemente por quase meia hora, fazendo quase que inconscientemente, pensando sobre o tal fora que levei terça, comentado brevemente no post anterior, até perceber que estava numa roda de adolescentes conversando, rindo e enchendo bexigas.

Com minhas habilidades sociais nulas, forcei um sorriso que foi ignorado por todos, e voltei a encher bexigas, como um condenado, pelo que pareceu os 15 minutos mais torturantes da minha semana. Só relembrando que confundi uma mina com um cara essa semana, então imaginem como eu estava la na roda pra ser tão ruim assim.

Até a hora da festa, que por acaso começava com uma coreografia de dança. Sim, jovem leitor, que coreografia? Essa foi a mesma pergunta que fiz a um dos monitores, que falou com muita clareza:

“sim”.

Ah, ta. E foi seguindo meus instintos que fui me jogando na coreografia, que foi, por sinal, péssima. Eu trombei com todos e quase caí uma vez. Mais tarde na mesma festa, uma menininha de no máximo 4 anos iria até mim falar que eu não sabia dançar, e que o pai dela havia rido de mim por ser totalmente idiota de não ter decorado a tal coreografia, mas isso é o de menos.

Nesse buffet, encontrei diversas características que são apreciadas por todos os pais alienados e seus devidos filhos-futuros-alienados, mas que não são por mim.

A primeira, foi o que gostei de chamar de Autismo Voluntário. O processo é simples: na cama elástica, temos crianças que vem, pulam, e saem. Uma regrinha é que não pode ter 3 pessoas na cama ao mesmo tempo, o que no mundo adulto chamamos de ménages, então ficava difícil de controlar aquele grupinho de 3 garotas que acham que vão ser a hannah montana quando crescer, ou aqueles 3 retardados com camisa do Ben 10, mas o que realmente complicava era aquele garoto.

*musica tensa, nesse post tem*

Cabelos cortados com uma tigela e uma tesoura de plástico. Único garoto com uma camisa-que-nao-era-do-ben-10 da festa, uma meia que se camuflava com a calça e um olhar que você só podia ver anteriormente no filme do Grito original, naquele garoto que mia. Respiração baixa e passos insistentes, ele simplesmente brotou do chão e entrou na cama elástica sem eu perceber.

Não dando sinal de vida e nem dando atenção a mim, o garoto se sentou no meio da cama elástica, e encarou o nada. Não havia um pai por perto, nem irmão, nem amigo. Ninguém realmente sabia quem era ele. O que tornou tudo ainda mais bizarro, foi que ele estava em ambas as festas que eu servi como escravo, mas ninguém conhecia ele.

Tudo que sabíamos, é que ele não saía da cama elástica. E tinha que ser no meu turno, claro.

Na primeira festa, eu ia la na cama e tirava-o de la com meus braços altamente definidos, e deixava as outras crianças brincarem. Eventualmente ele se exprimia por fora das rachaduras da parede e voltava a encarar o nada na cama elástica, e horas e horas na academia faziam seu trabalho, tirando o pequeno pigmeu paranóico de lá. Na segunda, quando ele voltou, fui  correndo perguntar pra chefe quem era o tal moleque.

E ele sumiu, e não apareceu mais.

Estou com medo até agora, juro a vocês. A única coisa que me fez não ter um ataque cardíaco foi que não fui o único que viu ele la. Estamos todos assombrados. Todos do buffet.

Todos.

O que se provou realmente verdade, quando a festa ia seguindo seu curso, para mais coreografia dos monitores. Sério, vai tomar no cu. Fingi que ia no banheiro e fui na cozinha comer cachorro quente e mini-pizzas ruins. Voltei e ainda estavam coreografando, o que me fez realmente ir no banheiro, e dei a mijada mais prolongada da minha vida, simplesmente para voltar no momento exato da dança ter acabado.

As danças eram péssimas e o salário também, ainda mais pra uma festa assombrada, mas o que realmente quase me fez desistir do trabalho foram as musicas tocadas na festa. Pensem comigo, assíduos leitores, e nem precisam pensar tanto assim nessa.

Você tem entre 6 e 10 anos, está naquele época que tem nojo de garotas e coleciona carrinhos da hot wheels, seus pais fazem uma festa num buffet qualquer, e as musicas tocadas, entre vários sucessos, são Rebolation e um cd inteiro da Hannah Montana.

DJ, toca Raul. Sério, toca punheta no meio da festa que vai ser melhor.

Se minha festa tivesse rebolation e mini-pizzas ruins, eu processava. Pior que isso, só um monitor gótico esmagando criancinhas mesmo. Talvez o aniversariante tivesse tentado suicídio na noite anterior por não aguentar músicas ruins. Ou talvez porque cheiro de Doritos é o pior cheiro do mundo.

Vou terminar esse post dizendo que ainda vou trabalhar em 3 festas essa semana, e que provavelmente continuarei a trabalhar la por mais tempo, já que preciso da grana, então esperem mais posts com alguma coisinhas de buffet.

Aquela bosta é pior que trem a noite pra São Paulo, gente estranha e musica ruim alta, então muito material blogueriano saíra de lá ainda, tenho certeza.

Eu tinha mais um anúncio a fazer, mas foda-se, ta muito grande isso já, se estiverem interessados mesmo no segundo anúncio, comentem, sanguessugas, que eu falo o que é no próximo post.

No país que vivemos hoje, estamos lidando ainda com a aceitação dos tão chamados “coloridos” à nova moda, o que basicamente constitui de garotos coloridos e garotas que gritam. Nessa passagem a nova moda, muitos garotos acabam sendo passados por garotas, ou simplesmente garotos com opções sexuais variadas pelos críticos/garotosincertosdesuamasculinidade/você.

Mas ninguém fala daquele pequeno grupo. Sim, estou falando do grupo de garotas que são passados por garotos. E foi exatamente nisso que prendi meus pensamentos na volta até em casa da escola. Relaxe leitor, pois você irá ler uma das situações mais embaraçosas da minha vida, que por acaso aconteceu hoje, terça feira, la pelo 12:50.

Fuck.

Começar pelo começo é sempre bom, então devo falar o que aconteceu alguns minutos antes, em que estava caminhando até o ponto de onibus com meu jovem amigo, que chamarei de “Black Stormtrooper” nessa história e em muitas que ainda virão, e com minha também jovem amiga, que aqui neste blog chamarei apenas de “Mamãe Urso”. E la estava eu. Feliz. Rindo. Me divertindo.

Ok, mentira, eu meio que levei um fora hoje no colégio, por isso estava puto e não prestando atenção nas conversas, mas isso não é problema de hoje. O que devo-lhes contar é que, no meio do caminho, encontramos 6 assim-como-nós-jovens garotas da sala, que estavam se divertindo de verdade, fumando. Vou rapidamente dizer que abomino qualquer tipo de fumo, e se quatro das garotas que estavam la não fossem boas amigas, eu teria passado reto.

O que não aconteceu, então parei, falseei um sorriso e fui me despedir delas com um beijo nas suas bochechas gordas e peludas. Alias, apenas gordas. Fofinhas. Até que chegou a vez das 2 pessoas por ultimo, da qual eu não conhecia.

Vou dizer pra vocês, cumprimentar gente desconhecida é uma merda. Não consigo desvendar exatamente porque odeio tanto fazer isso, talvez porque me sinto obrigado a faze-lo, para não deixar elas excluídas da melação peluda que faço com meus lábios em bochechas inocentes (porém ainda sexy, lógico), ou algum outro motivo totalmente fresco e provavelmente anti-social que eu tenho.

E é aqui que solto meu segundo “Fuck” dessa história, pois preferia não ter feito isso. A primeira das duas pessoas era uma garota normal. Sério, você olhava pra testa dela e via um “I HAZ BOOBIES” estampado, que fui abertamente beijando. E foi isso que diferenciou ela da segunda.

A segunda era um garoto. Não, pera… era uma garota. Não, era um… uma… aquilo… Eu não sabia dizer. E nos 3 segundos que tive pra analisar ela, pensei comigo mesmo: “Se eu beijar um garoto, o clima fica tenso. Se eu cumprimentar uma garota com um aperto de mão, o clima fica tenso”. Mas mesmo assim, ergui minha mão e cumprimentei-a com um aperto de mão. O pior de tudo é que, quando estiquei a mão, fiquei confiante de que era um garoto, afinal, não tinha peitos visíveis, e quando senti aquela mão fraquinha de garota, pensei comigo mesmo: “Esse cara é muito fraco, puta que pariu”.

Tenso.

O que realmente fudeu foi ver a mina recolhendo a mão e abaixando a cabeça tristemente. E o que veio depois foram olhares incredúlos das outras meninas, que foram todas cumprimentadas com beijo. Por fora eu me senti envergonhado, porém por dentro fiquei aliviado, porque a mina era super pálida, senão ja me chamariam de racista. Daí sim ia fuder tudo.

Ainda assim, fui me retirando da roda rapidamente, olhei para Mamãe Urso e chamei-a para um canto, e perguntei com medo se aquilo era mesmo uma garota, que, rindo abobadamente, concordou. Black Stormtrooper ja havia ido embora, e eu também.

E eu consegui fazer com que um aperto de mão destruísse o resto do dia (ou vida?) de uma garota, e que isso se tornasse mais um post do blog para sua diversão.

Ainda bem que amanhã não tem aula devivo a algum feriado aleatório, e até quinta todo mundo se esquece do incidente.

Menos a menina, que neste momente deve estar morrendo internamente.

Acordar é broxante.
E falo mesmo. Ainda mais quando se estuda, ou no meu caso, vai na escola para ficar coçando o saco a manhã inteira e não aprender absolutamente nada. E é exatamente sobre isso que vou falar hoje, minhas manhãs, que começam na cama (ui).
Estou em uma cama menor que eu, dormindo. O motivo dela ser menor que eu é uma coisa loira chamada “minha irmã loira”, que na verdade não é nem minha irmã, e sim a filha da madrasta-que-esta-sempre-de-TPM, o que deixa tudo isso ainda mais putice do meu pai. Querido leitor, tire a mão do saco e tente entender comigo a lógica da situação, que vou organizar em tópicos para deixar ainda mais claro.

-Puberdade aparece e me deixa maior

-Eu não caibo mais na minha própria cama.

-Minha irmã precisa do novo ônibus trailer condomínio barraco rosa-choque da barbie

-Eu continuo não cabendo na minha cama.

Fica impossível de não compreender com tópicos organizados.
Mas não vou me desligar do assunto, então, resumindo nos mínimos detalhes essa minha atividade matinal: Estou nessa cama minúscula, completamente encolhido. Aquela babinha sexy no canto da boca, e aquela poça densa que se acumulou pela noite boiando no canto da cama, totalmente no escuro, e morrendo de frio.

O motivo de eu estar sempre morrendo de frio quando acordo, é porque meu cobertor/lençol/aquelesemilençolfinoqueprendenacamaqueeunãoseionome sempre acaba no chão, do outro lado do quarto. Como, e por que isso acontece toda manhã? Nem a física explica. A única explicação razoável são duendes. De paraquedas. Do mal.
E é com frio que eu acordei hoje, pensando comigo mesmo por que hoje é segunda, e não sábado. E com esse pensamento, eu voltei a dormir, o que resultou no meu pai berrando no corredor porque faltava 10 minutos pra aula e eu ainda tava dormindo.

Mesmo com a berração, fui me encaminhando pra fora do quarto com calma e tranquilidade, nem conseguindo abrir os olhos por ter dormido 4 da manha e acordado quase 7 horas. Essa falta de visão foi um aviso que meu dia não ia começar bem, já que acabei tropeçando na bosta do trailer cor de rosa no corredor e ido de testa na porta do quarto da minha irmã.

Brinquedo filho da puta.

E é com essa frase que eu percebo como falar da minha manhã é algo super chato, e como esse post ficou uma merda, mas que não faz diferença alguma, já que ninguém lê isso aqui.

Posts melhores virão.
Ou não.
Provavelmente não.

Achei esse um bom titulo para uma primeira entrada em um blog, “acho que meu pai batia punheta no chuveiro”, e para explicar o porque deste titulo, temos que voltar algumas horas atrás da hora que postei isso, quando eu estava no banho por quase uma hora, até meu pai explodir de raiva batendo na porta para eu sair.

Antes de mais nada, não pensem besteira. Eu tenho minha necessidades saciadas, podem ter certeza, porém não foi hoje o que fiz no chuveiro por uma hora, e sim, diversas idiotices que eu poderia fazer com a água desligada, mas que não fiz por algum motivo desconhecido por todos, até por mim.

A primeira foi tirar os 6 pelos minúsculos perdidos na minha cara, que eu chamava de barba, o que demorou cerca de 10 minutos, pois não achava a droga do creme de barbear e tive que usar sabonete como substituto.

Não preciso nem dizer que me cortei, então la se foram mais 5 minutos trocando olhares entre meu rosto sem pelos e o corte na bochecha.

O corte é minúsculo, mas acabou com toda a experiência Mach 7 Turbo Tripla Ação ++, que é mais ou menos o nome do meu gillete, em que, como mostra nas propagandas, se você fizer a barba com ele, terá que passar a mão no rosto com cara de boiola por algum tempo, até 3 gostosas aparecerem no banheiro esperando você fuder elas em todos os lugares disponíveis.
Ah, e quando você terminar com elas, seu banheiro terá se transformado numa balada. Mas nada disso aconteceu por causa do corte, claro.

Os meus próximos minutos foram perdidos quando me lembrei de uma musica que estava escutando antes de entrar no banho, e o que começou com ficar sussurrando a melodia acabou se transformando num muleque pelado no banheiro fingindo estar num palco, com seu microfone-desodorante exalando odores melódicos para a platéia de roupa suja do banheiro. Não faço ideia de quanto tempo passou até eu me tocar que estava morrendo de frio e não sou famoso nem na minha sala de aula, mas sei que demorou um bom tempo até isso acontecer.

Acabei finalmente entrando no chuveiro.

Eu não sei o que é que acontece quando água quente cai no meu rosto cortado, mas eu me desligo completamente do mundo à minha volta, e começo a lembrar de acontecimentos da minha vida, e como eu fiz merda em cada um deles. O pensamento de hoje foi uma viagem que fiz com a escola.

Como aqui é a internet, eu poderia muito bem falar que essa viagem foi foda, e que eu peguei 10 minas só no hotel, mais 17 fora do hotel, e é claro, 3 ao mesmo tempo no ônibus de volta pra escola, mas não foi bem assim. Foi uma daquelas viagens que eu fiquei no hotel conversando com meus amigos por 3 dias, até perceber que podia fazer a mesma coisa sem pagar o preço absurdo da viagem.

Minha vida de pegador estava bombando aquela viagem, eu sei.
E com isso, vieram a mente outros acontecimentos chatos da minha vida, que não tou afim de falar aqui, já que só iria entediar todo mundo (mais ou menos 3 pessoas) que vai ler o meu blog.

No meio de tantas boas memórias, ouvi minha concentração se quebrar quando meu pai começa a gritar e esmurrar a porta do banheiro, que estava trancada. “mimimi ta ae faz uma hora energia planeta agua vai acabar sai” foram algumas das palavras que ouvi, mas não podia sair ainda. Não tinha nem começado o banho. Então la se foi mais 5 minutos passando sabonete e shampoo, até finalmente sair. Enxuguei-me, enrolei a toalha e abri a porta do banheiro.

E agora devo voltar para o titulo do post, que você ja deve ter esquecido, por isso irei refrescar sua memória. “Acho que meu pai batia punheta no chuveiro”, porque, quando abri a porta, meu pai entrou correndo no banheiro e ficou olhando para o chão do box, o chão do banheiro, as paredes do banheiro como se estivesse procurando algo, como… fluídos orgânicos, ou alguma gostosa do gillete bêbada no chão, ja que minha madrasta parece estar mal-comida faz um tempo ja. De qualquer forma, o velho nada achou. Mas para começar a procurar, ele teria que ter uma idéia do que procurar, o que me leva até meados do século 17, na infância dele, onde se encontra um muleque gordo de óculos numa bacia cheia de água, batendo uma.

E aqui estamos, 2010, onde este gordo de oculos procura resíduos no pós-banho do filho, apenas pra encontrar um monte de roupa suja espalhada no chão.